quinta-feira, 19 de maio de 2016

O Homem do Saco

Seu nome é Harry mas seu sobrenome ninguém sabe
Passou dos cinqüenta há tempos, mas sua idade é uma incógnita
Sua dieta é restrita, sem boi, peixe ou sem ave
Se você quer descobrir é um tremendo idiota.

Para todas as direções da Rosa dos Ventos ele já foi
Aparecer em dois lugares ao mesmo tempo é sua especialidade
É perigoso para uma criança dirigir a ele um simples ‘Oi’
Pois seu coração é negro e exala maldade

Roupas velhas e cabelo sujo, sapatos esfarrapados
Sobrancelhas grossas e nariz peludo
No cabelo piolhos e na barba carrapatos
Tem a aparência de um mendigo carrancudo

Poderá vê-lo em quaisquer subidas ou descidas
Anda carregando um saco nas costas e uma garrafa na mão
Procura por pessoas sozinhas, demasiadas distraídas
Depois que ele te pegar não adianta gritar ‘Não!’

Ele pega crianças e as leva para becos vazios
Altas e baixas, gordas e magras, preconceito na cabeça dele não entra
Todas servem para seus desejos esguios
Quem imaginaria que de crianças ele se alimenta?

Com uma pedra esmaga suas cabeças
Carne saborosa e cabelo no dente
Com o sangue mantém suas crenças
Acredite, é pior do que qualquer demente


Preste atenção no que digo:
Não deixe outras pessoas acharem que como pai ou mãe você é um fiasco
Lhe digo a mesma coisa que eu disse a um amigo:
Não deixe seus filhos serem pegos pelo Homem do Saco

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